Tipos de Leucemia (Câncer) e seus Tratamentos

Nós seres humanos estamos sujeitos a doenças bem diversas, algumas fáceis de serem tratadas, enquanto que outras, podem até ser incuráveis. Entre essas doenças, o câncer se encontra entre as mais temidas, pois em geral, só é diagnosticado quando em estágio mais adiantado.

Com respeito ao câncer a Leucemia é a doença que se encontra entre as 9 mais comuns entre os homens e as 11 doenças mais comuns entre as mulheres.


Existem diferentes tipos de Leucemia, pois essa doença é classificada de acordo com a rapidez com que ela progride. Sobre isso, vamos tecer alguns comentários para deixar nosso amigo leitor melhor informado.

O que é Leucemia?

Leucemia é uma doença que afeta os glóbulos brancos no sangue e, na grande maioria das vezes, não existe uma causa conhecida. Trata-se de uma doença maligna cuja principal característica é o acúmulo de células jovens (Blásticas) anormais na medula óssea que acabam tomando o lugar de células sanguíneas saudáveis.


A Leucemia é uma doença com grandes chances de cura, desde que seja diagnosticada logo cedo em sua fase inicial. Na verdade, quanto mais cedo é diagnosticada e tratada, melhor é a resposta oferecida pelo tratamento.

Sangue normal com muitos glóbulos vermelhos e sangue com Leucemia

Todo tratamento para essa doença tem como intenção destruir as células cancerígenas e permitir que a Medula Óssea produza células sanguíneas saudáveis.

LLa Leucemia linfoide aguda

A Leucemia Linfoide Aguda é um tipo da doença que se desenvolve rapidamente e tanto pode ocorrer em crianças (mais comum) como em adultos. Felizmente pelo que se sabe, 9 em cada 10 crianças com esse tipo da doença são curadas com os tratamentos.

A doença ocorre quando as células-tronco que são responsáveis pela origem dos componentes do sangue sofrem alterações.

O problema é que esses componentes são responsáveis pela defesa do organismo contra as infecções e também impedir que aconteçam as hemorragias além de fazer a oxigenação do organismo. Porém, com esses componentes debilitados por conta da doença, toda a defesa do organismo fica comprometida.

Por conta disso, a células deixam de funcionar e se reproduzem mais depressa, o que pode comprometer todas as células sanguíneas.

Tratamento da LLa

Para tratamento de adultos e crianças, o principal tratamento para a Leucemia Linfoide Aguda é através de medicamentos quimioterápicos. Esse tratamento é dividido em 3 fases, são eles:

  • Indução ou remissão,
  • Consolidação,
  • Manutenção.

Infelizmente, esse tipo de tratamento quando mais intensivo, apresenta muitos efeitos colaterais e, por conta disso, os pacientes precisam de outros medicamentos para prevenir esses efeitos adversos.

Em geral, o tempo de tratamento é de aproximadamente 2 anos e dependendo de alguns subtipos desse tipo da doença, os tratamentos precisam sim ser mais intensos.

Das três fases para o tratamento com quimioterapia, a fase de manutenção costuma ser a  mais longa.

Entre os medicamentos quimioterápicos mais utilizados nos tratamentos, podemos destacar:

  • Citarabina,
  • Mercaptopurina,
  • Vincristina,
  • Cloridrato de Daunorrubicina,
  • Metotrexato,
  • Prednisona,
  • Dexametasona,
  • entre outros.

Outros tipos de tratamento

  • Tratamento com Imunoterapia,
  • Radioterapia,
  • Transplante de Células Tronco,
  • Cirurgia Para Leucemia Linfoide Aguda,
  • entre outros tratamentos.

Leucemia Linfoide Crônica (LLC)

Leucemia Linfoide Crônica é mais um dos tipos de Leucemia. Nesse caso, a Leucemia acontece por conta de uma lesão adquirida quando as células afetadas se proliferam sem controle e invadem diversos tecidos, além do sistema sanguíneo.

Esse tipo de Leucemia evolui com mais lentidão quando os linfócitos doentes se misturam com a produção de sangue saudável por um determinado período de tempo que pode ser breve ou mais longo.

As causas para essa doença variam entre:

  • Exposição ambiental,
  • Radiação,
  • Interferência de agentes químicos ou alguns tipos de medicamentos para tratamento de câncer.

O diagnóstico dessa doença é determinado pelos seguintes dados:

  • Aumento de linfócitos no sangue periférico que é detectado por um hemograma seriado,
  • Aumento de linfócitos na medula óssea que é determinado por um mielograma,
  • Prevalência de um número anormal de linfócitos que é determinado pelo exame de citometria de fluxo.

Tratamentos para Leucemia Linfóide Crônica (LLC)

Por se tratar de um tipo da doença que evolui lentamente, fica um tanto difícil definir um tratamento específico seja pela forma ou por sua intensidade.

Por vezes, o paciente apenas ficará em observação sem o uso de medicamentos, mas em outros casos, o médico poderá optar por outras soluções, tais como:

  • Sessões de Quimioterapia,
  • Imunoterapia,
  • Transplante de medula,
  • Leucaférese (remoção de sangue do corpo),
  • Cirurgia  para retirada do Baço.

Importante – quando o paciente não recebe um tratamento adequado ou quando o tratamento acontece tardiamente, a doença poderá evoluir de forma descontrolada e promover infecções diversas com a necessidade de transfusões com risco de tornar a doença ainda mais agressiva levando o paciente à morte.

LMa Leucemia Mieloide Aguda

Leucemia Mieloide Aguda é um tipo da doença que afeta as células do sangue e medula óssea atacando as células Mieloides que responsáveis pela formação de glóbulos brancos que atuam na defesa do organismo contra infecções no corpo.

Por conta dessa doença, as células mieloides se desenvolvem de forma anormal se tornando malignas que não cumprem com a função de defesa do organismo e ainda, comprometem a produção de outras células sanguíneas. 

Tratamento da LMa

O tratamento da leucemia Mieloide Aguda tem por objetivo eliminar as células anormais no sangue e na medula óssea. O médico responsável pelo paciente vai indicar o melhor tratamento levando em conta fatores como idade, subtipo da doença e também a saúde do paciente.

O tratamento é dividido em 3 fases, são elas:

  • Terapia de Indução,
  • Remissão,
  • Terapia de Consolidação.

Um paciente com a Leucemia Mieloide Aguda tem entre 20% a 40% de chances suportar pelo menos 5 anos  sem aconteça uma recidiva. Infelizmente, é muito comum que ela volte antes que se complete esse tempo após o tratamento.

A boa notícia é que quando o período de 5 anos extrapola sem que ela se manifeste novamente, a probabilidade de que ela volte é bem menor.

LMc Leucemia Mieloide Crônica

Leucemia Mieloide Crônica é um dos tipos de Leucemia que acontece principalmente em pessoas com idade entre 50 anos e 55 anos de idade. Trata-se de um tumor que acontece por conta do acúmulo de células Mieloides.

Á princípio, a doença progride lentamente quando as células doentias que se encontram na medula óssea caem na circulação sanguínea e acabam afetando outros órgãos como, por exemplo, o baço.

Quanto aos tumores, estes são causados por mutações no DNA que levam a célula a se dividir descontroladamente enquanto produzem proteínas  e outros fatores que estimulam o seu crescimento.

Tratamento da LMc

O tratamento da Leucemia Miloide Crônica pode envolver tratamentos como:

  • Uso de medicamentos inibidores da função do Cromossomo Philadelphia (Imatinibe, Nilotinibe e Dasatinibe),
  • Tratamento com Quimioterapia Convencional,
  • Transplante de Medula Óssea,

Para esse tipo da doença, uma cirurgia somente é recomendada quando existe desconforto abdominal difícil de ser suportado pelo paciente ou quando a doença acomete o Baço.

Tipos de Transplante de Medula Óssea

Existem 2 tipos de transplante de medula óssea que poderá ser recomendado, são eles:

  • Transplante Autólogo – nesse caso são utilizadas as próprias Células-tronco do paciente e o transplante é considerado menos ariscado com maiores possibilidade de dar tudo certo. As células-tronco serão tratadas com doses elevadas de quimioterapia ou radiação para combater as células cancerígenas existentes.

  • Transplante Alogênico – quando as células-tronco do paciente não estão apresentam condições para serem aproveitadas, é preciso optar por um doador saudável para que o transplante aconteça.

Riscos que o Transplante de Medula Óssea podem apresentar

Infelizmente, o risco de que ocorra algum tipo de complicação após o transplante de medula não pode ser descartado e, na verdade, esse risco é bem acentuado.

Por conta disso, é importante que todo paciente seja conscientizado das possibilidades de algo dar errado durante o procedimento.

O maior problema para um transplante de medula óssea é a resistência do paciente para suportar as elevadas doses de quimioterapia ou radioterapia que precisam ser administradas antes do transplante propriamente dito.

Para maior segurança dos pacientes, a idade limite para um transplante de medula do tipo Alogênico é de 55 anos. Já para o transplante do tipo Autólogo a idade limite é de é de 60 – 70 anos de idade.

Como é o Tratamento com Quimioterapia

Um tratamento quimioterápico é administrado por profissionais de saúde especializados e pode ser administrado da seguinte forma.

  • Por via oral – nesse caso, o paciente ingere medicamentos na forma de cápsulas, comprimidos ou na forma de solução. O tratamento pode ser feito em casa.
  • Por via intra-venosa,
  • Por via intra-muscular,
  • Injeções sub-cutâneas,
  • Medicamento de uso tópico na forma de pomada ou solução para aplicar sobre a pele ou na mucosa,
  • Por via intra-cranial através da espinha dorsal.

Todo medicamento vai se misturar ao sangue e combater as células doentes que estão provocando a Leucemia

Como é o Tratamento com Radioterapia

Um tratamento radioterápico em geral é administrado com uma série de tratamentos individuais em que é liberado uma pequena dosagem de radiação ao dia, por um período que se estende por várias semanas.

Cada tratamento varia de acordo com a intensidade da doença que está sendo tratada. Em geral, a recomendação médica é de 5 sessões por semana, 1 sessão diária com uma pausa para o final de semana.

Na grande maioria das situações, o tratamento com radioterapia tem um período que varia de 1 e 7 semanas.

Para cada sessão de radioterapia, somente o médico responsável é quem poderá determinar como será feita e para isso, deverá levar em conta o quadro clínico do paciente.


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