9 meses de Gestação ( Gravidez ) sintomas, é o ultimo mês

Enfim, 9 meses de gestação! Todo aquele sufoco enfrentado durante os oito meses anteriores agora se transforma em pura ansiedade pela expectativa de ter o filho nos braços.

Aproveite para compartilhar essa ansiedade com outras mães mais experientes ou então com outras gestantes que estão vivendo essa mesma fase. Com uma boa conversa para trocar ideias, certamente é possível ficar mais tranquila enquanto se espera pelo nascimento do filho.


Porém, é importante tomar cuidado para não se deixar influenciar pelo pessimismo ou pelo medo de mulheres menos preparadas. Aconselhar-ser com outras gestantes é uma forma de ajudar e receber ajuda, mas condicione-se a reter para si, apenas o que será útil.

Durante esse último mês de gravidez, o bebê vai passar a maior parte do tempo dormindo, armazenando forças para o momento de seu nascimento.


Assim como aconteceu durante o tempo de gravidez até aqui, a futura mãe precisa continuar a cuidar de sua saúde e do seu bem estar, pois só assim o filho que traz no ventre também vai ser beneficiado.

Atividades físicas leves, descanso apropriado e uma alimentação saudável tanto para o corpo como para o espírito é primordial.

Pré natal no Último mês

Quando a gravidez corre dentro do esperado, no último mês de gravidez é feito mais um exame de Ultrassom para que se possa analisar a posição do bebê no útero, se já está encaixado no canal do parto, sentado ou de lado.

Também nesse exame é avaliada a localização da placenta, o volume do líquido amniótico, tônus muscular, respiração e movimentação do bebê, entre outras avaliações para que haja a maior segurança para o momento do parto.

Porém, em algumas situações, nessa fase da gestação, quando existe algum tipo de complicação, a visita ao médico poderá ser necessária com uma maior frequência, quem sabe até semanal ou, de acordo com a recomendação médica.

Pré-eclâmpsia

Entre os riscos que uma gravidez pode apresentar é a Pré-eclâmpsia, um perigo caracterizado pela disfunção dos vasos sanguíneos que podem comprometer alguns órgãos maternos e também a placenta.

Essa disfunção pode ocorrer em até 5% das gestantes com risco de levar a óbito tanto a futura mãe como o feto. Infelizmente esse problema é difícil de diagnosticar, mas pode ser prevenido ao se observar os quadros de hipertensão arterial ou a perda de proteína na urina da futura mãe, o que justifica ainda mais os cuidados com o pré-natal.

Ao se aproximar o dia D da gestação, certamente que as dúvidas (especialmente para mães de primeira viagem) vão existir, até mesmo motivadas pela ansiedade de que tudo vai correr de acordo.

Essas dúvidas podem ser sanadas pelo próprio médico ginecologista ou por outros profissionais da saúde experientes e, por isso, é importante que a futura mãe seja bem petulante, pois toda informação correta será sempre bem vinda.

Bebê na posição correta para nascer, esperando apenas o momento exato

Tamanho do bebê e da Barriga

Quando chega os 9 meses de gestação, o umbigo da gestante muito provavelmente vai se sobressair, devido ao tamanho da barriga, pois o bebê pode chegar a 50 cm medindo-se dos tornozelos até a sua cabeça e por vezes pode até ser maior e poderá pesar aproximadamente 3,500 gramas.

Mesmo com o tamanho da barriga, o desconforto sentido pela mãe pode até ser diminuído, pois a essas alturas o bebê já estará posicionado para nascer e até a respiração materna será menos sofrida.

Já a bexiga vai ficar pressionada e isso vai fazer com que a gestante precise ir ao banheiro com maior frequência.

Também no último mês de gravidez, o colo do útero da gestante aumentará seu diâmetro e se tornará muito fino, isso acontece quando o tempo do parto se aproxima.

Nesse tempo a gestante sente muito desconforto devido a pressão exercida pelo bebê e por conta disso, o conselho para a futura mãe é que ela evite passar muito tempo em pé, melhor mesmo é descansar e começar a se preparar, pois o momento tão esperado está próximo.

É bom lembrar que as mulheres que  já tiveram filhos, e estão esperando outro, geralmente o bebê desce e se encaixa poucas horas antes de acontecer o parto e, nesse caso, a bolsa nem sempre se rompe senão no momentos antes do nascimento.

Como deve ser a alimentação

No final da gravidez, a futura mãe também pode enfrentar dificuldades com a alimentação, pois com o bebê comprimindo todos os órgãos, entre eles, o estômago, ficará um tanto difícil fazer a digestão sem sentir muito desconforto.

Por isso, a dica é se alimentar mais vezes ao dia, ingerindo poucos alimentos que deverão ser nutritivos e de fácil digestão. Quando então o bebê descer para se preparar para o nascimento, essas dificuldades serão amenizadas, ficando o desconforto localizado mais sobre a bexiga que passa a receber uma maior pressão.

Da mesma forma como deve acontecer durante todo o período da gestação, os tipos de alimentos mais recomendados, são os alimentos ricos em fibras alimentares como as frutas com casca, cereais integrais e também os vegetais. Esses alimentos, ajudam a nutrir a futura mãe, o bebê e ainda favorecem a digestão diminuindo o desconforto que acontece no final da gravidez.

Castanhas, nozes, farinha de linhaça, abacate, são alimentos que fornecem gordura saudável que também é importante para a saúde da futura mãe e do bebê nessa fase da gestação. Porém, faça uso desses alimentos sempre com moderação.

Também não devemos esquecer de que os alimentos devem apresentar todos os nutrientes necessários para o organismo tanto da mãe como do bebê que precisará ser nutrido para nascer com saúde.

E para combinar com os alimentos ricos em fibra e nutrientes diversos, é importante ingerir muita água pura e sucos naturais que favorecerão o amolecimento das fezes evitando um possível comprometimento das funções intestinais.

Alimentos de origem vegetal são sempre as melhores opções para quem busca por uma alimentação saudável. Mas para aquelas gestantes que desejarem fazer uso de alimentos cárneos, peixes e outras carnes devem ser muito bem assados ou cozidos, nunca ingeridos na forma crua.

Além das carnes, deve ficar fora do cardápio da gestante, os ovos crus, o leite e o queijo não pasteurizados, refrigerantes, bebida alcoólica, alimentos com cafeína, açúcar e outros alimentos refinados.

Trabalho de Parto e Contrações

Sempre que se assentar, seja para fazer as necessidades ou apenas para descansar, é importante que a mulher atente para um detalhe, pois se ela só consegue sentar-se com as pernas abertas, esse é um sinal de que o bebê já está posicionado para nascer.

As contrações são o principal sintoma de que a gestante está entrando em trabalho de parto, e nesse momento pode-se perceber outros sinais, tais como:

  • A barriga da gestante fica dura,
  • As contrações acontecem de forma regular ou com intervalos iguais (a cada 10 minutos),
  • Contrações com duração de 30 a 70 segundos,
  • As contrações aumentam quando a mulher se movimenta e, mesmo mudando de atividade ou de posição, essas contrações não diminuem,
  • As contrações começam a ser percebidas na região lombar e aos poucos se irradiam para a frente, na parte inferior da virilha,
  • Pode ocorrer o tampão mucoso, (substância produzida para proteger a entrada do útero contra infestação de bactérias presentes no canal vaginal),
  • A bolsa pode estourar,
  • Não é preciso nem lembrar, mas é bom que a gestante esteja prevenida para que ao entrar em trabalho de parto tenha alguém disponível para leva-la ao hospital.

Falso alerta de trabalho de parto, como identificar

Em algumas situações, ainda poderão ocorrer sinais que caracterizam um trabalho de parto falso, ou seja, parece que é chegada a hora, mas isso não é verdade. Veja alguns desses sinais:

  • Surgem contrações irregulares com intervalo de tempo diferenciados e imprevisíveis,
  • Quando se muda de posição ou uma atividade, as contrações cessam ou diminuem,
  • Mesmo com as contrações persistentes, não existe nenhum progresso para o início do trabalho de parto,
  • Em geral, não ocorre um tampão mucoso,
  • As contrações são sentidas com aperto na região abdominal apenas,
  • Não ocorre nenhuma alteração cervical,
  • A bolsa amniótica não se rompe.

Gestantes mais experientes, podem facilmente fazer um comparativo dos sintomas verdadeiros e falsos para identificar se de fato o bebê está para nascer ou não. Porém, em caso de dúvidas, não existe em buscar pela ajuda médica para não correr riscos.

Dilatação para Parto Normal

Quando o processo de dilatação inicia, é normal que comecem as contrações suaves com intervalos de 10 a 15 minutos e duração de 20 segundos cada. A essas alturas a abertura do útero já deverá ser de quase 2,0 cm e, enquanto seguem as contrações cada vez com maior intensidade assim definidas:

  • Contrações a cada 5 minutos, com duração de 30 ou 40 segundos com dilatação de quase 5 cm,
  • Contrações a cada 3 ou 4 minutos com duração de 40 a 45 segundos com dilatação de aproximadamente 6,0 cm,
  • Contrações a cada 2 ou 3 minutos, duração de 45 a 50 segundos, dilatação de 8 cm,
  • Contrações a cada 1 ou 2 minutos com duração de aproximadamente 1 minuto com dilatação de quase 10 cm. A essas alturas, a futura mãe vai ter muito tempo para se recuperar entre um contração e então surgem sintomas como a sensação de calor, alongamento e ardor na vagina e suor ao redor da boca.

Mesmo com uma dilatação normal, por vezes é necessário a Episiotomia (corte realizado na região do períneo para aumentar a abertura do canal de parto. Nesse caso, a mulher é anestesiada para evitar a dor e o desconforto.

Esse procedimento só é decidido no momento do parto quando, de fato, o médico achar necessário.

Vantagens que o parto normal oferece

  • Maior vínculo entre a mãe e o bebê,
  • Apesar do estresse provocado no bebê, esse fica melhor preparado para a vida fora do ventre materno,
  • Existem menos riscos de complicações tanto para a futura mãe como para o bebê inclusive com menos riscos de morte materna,
  • Existe uma menor perda de sangue por parte da mãe,
  • O tempo de recuperação é menor  e também existe menos probabilidade de ocorrer infecções,
  • Menor probabilidade de ocorrer danos a órgãos como a bexiga, intestino e uretra na mulher,
  • Menor risco de hemorragias,
  • entre outras vantagens.

Apesar de nem sempre ser isso possível, o parto normal é sempre a melhor alternativa que vai garantir ainda outros benefícios tanto para a mulher como para a criança. E para aquelas mulheres que ficam receosas por conta da dor que podem sofrer, existe a possibilidade de o parto ser feito com anestesia que geralmente é recomendada em situações realmente necessárias.

As vantagens do parto normal são tantas que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o máximo de 15% dos partos feitos através de Cesária e isso ainda, quando realmente existem riscos para a mulher ou para o bebê.

A primeira alimentação do bebê, um momento sublime para a mãe

Cesária

Bom seria se nenhuma mulher precisasse trazer um filho ao mundo através de uma cirurgia como é o caso da Cesária, pois toda a criança deveria ter o direito de escolher o momento de nascer, pelo menos essa é a regra natural da vida humana.

Porém, mesmo com todos os conselhos oferecidos por profissionais da saúde mostrando as vantagens que um parto natural pode oferecer para o bebê e também para mãe, ainda assim existe um grande número de mulheres que preferem optar pela cesária.

Sabemos que de fato existem algumas vantagens em se optar pela cesária e não pelo parto normal, porém as desvantagens são bem preocupantes, veja algumas:

  • Maior risco de infecções, tanto para o bebê como para a mãe,
  • Maior risco de hemorragias para a mãe,
  • Maior risco de trombose dos membros inferiores,
  • Recuperação mais prolongada após o trabalho de parto,
  • Maior incidência de dores no pós operatório,
  • Maior risco de reações aos medicamentos especialmente aos anestésicos usados durante a cesária.
  • Risco de complicações futuras se acaso for necessário uma nova Cesária ou mesmo se a mulher resolve optar por um parto natural na outra gestação.

Além disso, com a Cesária existe um risco maior de complicações respiratórias para o bebê. Com a saída pelo canal vaginal no parto normal, a criança tem o seu tórax mais comprimido e isso, ajuda a eliminar todo o líquido amniótico das vias respiratórias evitando as possíveis complicações.

É bem verdade que existem situações onde uma complicação durante o período de gestação pode obrigar a essa opção, pois está em jogo tanto a vida do bebê como da própria mãe.

Quando a Cesária é de fato necessária

  • Quando aos 9 meses de gestação, o bebê ainda se encontra em uma posição errada, de lado ou com a cabeça para cima,
  • No caso de o bebê ser muito grande, desproporcional a pelve da mãe que dificultará a sua saída pelo canal da vagina,
  • Quando existe algum tipo de anomalia genética no bebê,
  • Em caso de necessidade de uma cirurgia uterina prévia com remoção de miomas,
  • Quando a mulher já passou por outras Cesárias,
  • Gravidez de gêmeos,
  • Quando existe uma irregularidade na implantação da placenta,
  • Quando a gestante se encontra com infecção que são transmitidas da mãe para o filho através do parto como é o caso do HIV,
  • Quando existe um mioma com grande volume que pode obstruir a passagem do bebê.

Para o período de internamento

O internamento para a hora do parto pode ser de pelo menos 3 dias dependendo de como acontecerá o parto. Por isso, para não se apurar no momento de correr para o hospital, é importante deixar a mala de maternidade preparada. Roupas apropriadas para a mãe e para o bebê são itens imprescindíveis que devem estar contidos nessa mala, organize tudo com consciência.


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